25/04/2021 - Campinas projeta lançar licitação para implantar modal ferroviário do Centro até Viracopos
Notícia de licitação.
 

G1 Campinas e Região
Marcello Carvalho

 

Secretário de Transportes afirmou ao G1 que concorrência será lançada até o fim do ano. Trecho de 18 km ligaria o Centro, pelo Pátio Ferroviário da metrópole, até o terminal de passageiros.

 

A Prefeitura de Campinas (SP) prevê lançar, até o fim de 2021, uma licitação para implantar um modal ferroviário de 18 km que ligará o Centro da metrópole até o Aeroporto Internacional de Viracopos. A ideia, segundo a administração municipal, é apresentar um novo modelo de transporte de passageiros e modernizar o sistema de mobilidade urbana da cidade.

 

O primeiro passo do projeto aconteceu com o lançamento do edital para que empresas ou consórcios apresentem estudos de viabilidade para a implantação da ideia e avaliem a melhor forma de aplicar o projeto, seja com uma concessão ou por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Os interessados têm até 30 dias para manifestar o interesse e, depois, mais três meses para protocolar as propostas.

 

O secretário de Transportes de Campinas, Vinícius Riverete, afirmou ao G1 que, caso o estudo comprove que há viabilidade financeira e de demanda para a implantação do modal, a prefeitura vai lançar a licitação até o fim do ano. Segundo o titular da pasta, a ligação será feita entre o aeroporto e o Pátio Ferroviário da cidade, no Centro.

 

"Os estudos são para a gente ver se a conta fecha. Se há viabilidade. A Emdec tem um levantamento que mostra que há carregamento [fluxo de passageiros], mas é só isso. Claro que precisamos de um estudo muito mais detalhado para saber se é viável e praticável em termo de custos. Campinas precisa pensar como a oitava cidade do país e não um município pequeno", explicou.

 

Riverete ainda afirmou que o tempo previsto de conclusão da obra, a partir do início do trabalho, é de pelo menos dois anos. No entanto, ele não deu nenhuma projeção do investimento - todo feito pela iniciativa privada. "O que temos definido é que quem vencer a licitação vai pagar pelo estudo", completou.

 

Metrô longe do horizonte

 

Apesar de voltar o olhar para um possível modal ferroviário, a prefeitura não pensa na implantação de um metrô em Campinas. De acordo com o secretário, atualmente a metrópole registra uma média de 220 mil passageiros por dia no transporte público, sendo que uma demanda para funcionamento de metrô, segundo ele, deve ultrapassar três milhões de pessoas.

 

"Seria muito prematuro a gente falar disso, mas o secretário de Transportes Metropolitanos do estado me disse em uma reunião qual era o custo do metrô e dessa forma é inviável. Ele me disse que o valor é de R$ 1 bilhão por quilômetro. Ou seja, o metrô iria custar no mínimo R$ 38 bilhões. Tem que ter muito passageiro. A conta ainda não fecha", afirmou.

Análise da página "25-4-21-campinas"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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