19/07/2020 - Com denúncia de superfaturamento, Funel cancela compra de pedra brita
Notícia de licitação
 

JM Magazine
Gisele Barcelos

 

Com denúncia nas redes sociais de superfaturamento em licitação, Funel (Fundação Municipal de Esporte e Lazer) comunica cancelamento de compra de pedra brita. Vídeo publicado esta semana questiona o preço de aproximadamente R$350/m³ cobrado por uma empresa de Goiânia para fornecer o item, enquanto o produto pode ser encontrado por menos de R$100/m³ no mercado local.

 

O autor da denúncia e pré-candidato a vereador, Vinícius Andrade Martins, divulgou o vídeo nas redes sociais na última quinta-feira (16). Na gravação, ele aponta que um extrato foi publicado no fim de junho em edição do Porta-Voz e apontava que a empresa vencedora do processo licitatório apresentou preço de R$346,96 a cada metro cúbico fornecido de pedra brita, mas uma pesquisa no mercado local indicou valores até 80% menores pelo mesmo produto. “Fiz um orçamento em quatro lojas de material de construção e o preço varia entre R$50 e R$90 por metro cúbico”, declara.

 

Ainda no vídeo, o autor da denúncia afirma ter buscado os dados da empresa e tentou fazer contato por telefone, mas não foi atendido. Ele também posiciona que fez uma consulta na internet e o endereço cadastrado no CNPJ aparece como um terreno baldio em Goiânia, conforme a ferramenta de mapas do Google. “As imagens são de abril de 2019 e o registro da empresa de 2018, antecessor às imagens do Google Maps”, acrescenta.

 

Em uma resposta direta apresentada ao autor da denúncia, a Funel confirmou o preço registrado na licitação, mas manifestou que foi descoberto “um erro de digitação”. Ainda segundo o texto enviado, o problema já estaria sendo corrigido no contrato com o fornecedor. Já em nota enviada à imprensa na sexta-feira (17), a Fundação posicionou que o “equívoco” do valor superior da pedra brita foi constatado no dia 1º de julho e o fato comunicado imediatamente à empresa. Segundo o texto, foi formalizado um aditivo de supressão do item no contrato.

 

Na nota, a Funel também argumenta não houve interesse de empresas locais na concorrência, o que resultou no contrato com fornecedor de Goiânia. “À época da licitação, a Funel lançou diversos convites às empresas locais. No entanto, apenas a empresa Global Mercantil Eireli teve interesse na participação no certame, apresentando toda a documentação contábil, fiscal, trabalhista e, em consulta ao Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas, não foi encontrado nenhum registro que a impedisse de participar do processo ou qualquer outro impedimento que inviabilizasse sua contratação junto ao órgão público.” Sobre os questionamentos em relação ao endereço da empresa, a Funel declarou que a Global é uma empresa com 22 anos de atuação no mercado e a sede está localizada no bairro Center Ville, na capital goiana.

Análise da página "comdennciiiii"   

Avaliação: 8 de 10 | Comentários: 13 | Número de avaliações: 25
 
 
 

 
Contato
 
  (48) 98836-3254
  (48) 3364-8666
  (48) 3028-9667
Av. Pref. Osmar Cunha, 416, Sala 11.05, Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-100
Encontre-nos
 
ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
Home   •   Topo   •   Sitemap
© Todos os direitos reservados.
 
Principal   Equipe   Missão e Valores   Imprensa