22/04/2019 - Comediante denuncia irregularidade em cachê de evento em Ilhabela
Notícia de licitação
 

O Vale

 

Comediante Maloka, que possui mais de um milhão de seguidores em sua página nas redes sociais, denunciou uma suposta incoerência entre o valor recebido pelos artistas e o divulgado na licitação pública do evento Ilhabela Comedy. Segundo a licitação, o cachê firmado é de R$ 12 mil, mas o comediante afirma que os humoristas receberam R$ 1,7 mil cada um pelo trabalho; Prefeitura alega que os pagamentos estão regulares e que cabem à empresa contratada

 

O comediante Maloka, que possui mais de um milhão de seguidores em sua página nas redes sociais, denunciou uma suposta incoerência entre o valor recebido pelos artistas e o divulgado na licitação pública do evento Ilhabela Comedy. Segundo a licitação, o cachê firmado é de R$ 12 mil, mas o comediante afirma que os humoristas receberam R$ 1,7 mil cada um pelo trabalho. A Prefeitura alega que os pagamentos estão regulares e que cabem à empresa contratada.

 

Em seu vídeo, denominado 'Quem diria que o preço do camarão iria escancarar uma possível corrupção', o comediante afirma que recebeu ameaças de morte por denegrir a imagem do turismo no arquipélago e acabou não se apresentando na data programada.

 

O caso veio à tona após Maloka ter divulgado uma paródia nas redes sociais fazendo piada sobre o preço do camarão na cidade. Ele utilizou uma música para criticar o alto custo dos produtos na ilha e se referiu também à longas filas da balsa para entrar na cidade. De acordo com ele, foram seis horas de espera na fila, no dia 18 de abril.

 

Ainda no vídeo, que em 19 horas de publicação já possui mais de 2 mil compartilhamentos, o comediante afirmou que não recebeu o valor registrado na licitação "Eu tenho como provar que não recebi o que consta na licitação, me ajudem a encontrar o restante desse dinheiro e tentar achar a solução. Posso garantir nenhum dos comediantes recebeu essa quantia", afirma Maloka.

 

A organização do evento Ilhabela Comedy afirmou que os valores contratados também incluem equipe de apoio. “A Prefeitura de Ilhabela não é responsável pelo pagamento de qualquer despesa do artista, sendo isso de responsabilidade da contratada. O propósito do evento é promover entretenimento e lazer aos moradores e turistas”.

 

“A responsabilidade da contratação e pagamento dos cachês dos artistas cabem à empresa. Mesmo assim, face aos comentários e especulações de um dos artistas envolvidos no referido evento, o prefeito determinou providências ao secretário da pasta para disponibilizar toda documentação a quem interessar, para sanar qualquer dúvida e especulação sobre ilegalidade na contratação”, afirmou a Prefeitura de Ilhabela.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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