01/11/2020 - Operação pega R$ 386 mil com empresários de ônibus presos em Campinas
Notícia de licitação
 

Folha Vitória

 

Operação do Ministério Público de São Paulo deflagrada na sexta-feira, 30, apreendeu R$ 386 mil em dinheiro durante operação que desbaratou suposto cartel do transporte em Campinas (SP). As diligências foram conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e levaram à prisão quatro empresários do setor, que também são acusados de fraudar licitações para prestação de serviços a órgãos públicos.

 

Foram presos Miguel Moreira Junior, sócio da empresa Transmimo; Ariovaldo Marta Maçaira, da Capelini Turismo; Belarmino Marta Junior, dono de um conglomerado com participação em mais de uma dezena de empresas, e José Brigeiro Junior, dono da Exclusiva.

 

Uma funcionária da Transmimo, um empregado da Exclusiva e uma assessora da diretoria do Sindicato das Empresas de Fretamento de Campinas também foram detidos. Um acusado está foragido.

 

As buscas foram feitas nas sedes das empresas investigadas, nas residências dos acusados e na sede do Sindicato das Empresas de Fretamento.

 

Ao todo, foram apreendidos R$ 386,4 mil em dinheiro, 31,2 mil dólares e 6 mil euros, além de computadores e documentos.

 

O Gaeco investiga suposta formação de cartel em Campinas há nove meses. As apurações começaram após um empresário do setor sofrer ameaças ao se recusar a participar do esquema.

 

Segundo a Promotoria, o cartel combinava preços entre si para fraudar licitações públicas, acertando as propostas entre as empresas do grupo e decidindo quem ficaria com cada certame. O esquema era centralizado no Sindicato das Empresas de Fretamento de Campinas.

 

A operação contou com a participação de 12 promotores dos núcleos Campinas e Sorocaba e mais de 60 policiais civis.

 

Os suspeitos foram presos preventivamente e poderão responder por formação de quadrilha, crime contra a ordem econômica, formação de cartel e fraude à licitação.

 

Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido o posicionamento dos citados.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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