17/10/2020 - PF suspeita que vice-governador do AM usava escritório de advocacia para combinar propina na pandemia
Notícia de licitação
 

G1 AM

 

Rede Amazônica teve acesso, com exclusividade, a indícios e provas que levaram à prisão de cinco pessoas na segunda fase da Operação Sangria. Ação investiga desvio de dinheiro público na pandemia.

 

A Polícia Federal (PF) suspeita no inquérito da segunda fase da Operação Sangria, deflagrada do dia 8 deste mês, que o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, usava um escritório de advocacia para combinar propina. A Rede Amazônica teve acesso com exclusividade a indícios e provas que levaram à prisão de cinco pessoas (veja vídeo acima).

 

Para a investigação, a cúpula do Governo do Amazonas sabia da compra superfaturada e sem licitação dos 28 respiradores de uma loja de vinhos, em maio, quando estado passou pelo pico da pandemia. Até esta sexta-feira (16), mais de 4,3 mil pessoas morreram no estado com a Covid-19.

 

Segundo a PF, os encontros do vice-governador aconteceram em um escritório de advocacia em um prédio comercial no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. As reuniões aconteceram em maio.

 

Imagens de câmeras de segurança do edifício mostram Carlos Almeida chegando para uma reunião. Em outra gravação, ele sai do edifício com uma mochila nas costas. (veja a resposta dos citados na reportagem abaixo)

 

A PF também constatou pelas câmeras que a secretária do gabinete do governador Wilson Lima, Lucia Carla Gama, comparece para um encontro. Ela chega com bolsa e depois da reunião, vai embora com as mãos vazias.

 

Os encontros foram registrados no livro de visitantes do prédio. Nele, também aparece o nome da deputada estadual Alessandra Campelo.

 

Conforme a Polícia Federal, a situação chamou atenção já que as reuniões aconteceram em um prédio comercial, e não no gabinete do vice-governador. A suspeita da investigação é que os encontros serviram para acertos de propina.

 

O que dizem os citados

 

Em um vídeo publicado na internet, em maio, o vice-governador Carlos Almeida informou que a mochila que ele carrega é, na verdade, uma lancheira onde leva uma crepioca e proteína.

 

Em nota, o vice-governador Carlos Almeida afirmou que não praticou qualquer conduta ilícita. Ele também afirmou que, "apesar do constrangimento e do dano à imagem", entende o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborou com o procedimento.

 

"Tenho a afirmar que durante meus mais de 15 anos de vida pública sempre trabalhei pela correção e defesa de direitos, ideais que me levaram à política e que sustento com veemência durante o curso deste mandato. E, justamente por não concordar com os rumos da atual administração que me desliguei da Casa Civil no início de maio deste ano", diz a nota.

 

O Governo do Estado informou, por meio de nota, que está à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos que conduzem a investigação e "reitera que a determinação é que a gestão tenha todos os seus atos pautados pela ética e transparência". O governo disse, ainda, que não comentará sobre o processo em questão, que corre em segredo de Justiça.

 

Quanto à chefe de gabinete do governador, Lucia Carla Gama, o governo disse que, ao entrar no prédio, ela levava na sacola o almoço daquele dia. Ela entrou no prédio pouco depois do meio-dia.

 

A deputada Alessandra Campelo informou, em nota, que é normal que tenha relação e conversas políticas com autoridades. Ela afirmou que as conversas são sempre no sentido de tratar de questões políticas ou de gestão pública.

 

Primeira fase da Operação Sangria

 

A primeira fase da Operação Sangria apontou supostas fraudes e desvios na compra de respiradores, com dispensa de licitação, de uma importadora de vinhos — os equipamentos deveriam ser destinados ao combate ao novo coronavírus, que causa a doença Covid-19.

 

A PF cumpriu os mandados na sede do governo do estado, na casa do governador Wilson Lima e na secretaria de saúde, em Manaus. A operação cumpriu mandados de prisão temporária contra oito pessoas, incluindo a secretária de Saúde da época, Simone Papaiz, além de buscas e apreensões em 14 endereços de pessoas ligadas a Lima.

 

A PF chegou a pedir a prisão de Lima, mas Falcão disse que, "ao menos neste momento", isso não se justifica.

 

Segundo a investigação, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores; direcionamento na contratação de empresa; lavagem de dinheiro; e montagem de processos para encobrir os crimes praticados com a participação direta do governador.

 

*Com colaboração de Alexandre Hissayassu, da Rede Amazônica.

Análise da página "pffffffsuspeiiiiiita"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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