16/12/2019 - Prefeito de Laranjeiras é preso durante operação que apura desvios em licitações
Notícia de licitação
 

G1 SE

 

Assessoria da prefeitura aguarda mais informações do MP para se pronunciar.

 

O prefeito de Laranjeiras, Paulo Hagenbeck e um funcionário dele, que estava armado, foram presos na manhã desta segunda-feira (16), durante uma operação do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPSE), que apura irregularidades em licitações para compras de medicamentos.

 

Participam da ação cerca de 100 policiais civis e militares, que cumprem 17 mandados de busca e apreensão em residências, sedes de empresas e órgãos públicos dos municípios de Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro e Aracaju. Segundo as informações preliminares, as empresas foram contratadas pela Prefeitura de Laranjeiras e têm sedes nos outros dois municípios.

 

De acordo com o MPSE, as investigações ainda correm em sigilo porque um dos suspeitos tem foro privilegiado.

 

A assessoria de comunicação de Laranjeiras disse que vai aguardar pronunciamento do MPSE para se posicionar.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
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