17/11/2020 - Contrato de 26 milhões do TSE para totalização de votos não teve licitação
Notícia de licitação
 

O Antagonista
Claudio Dantas

 

Giuseppe Janino, o insubstituível secretário de Tecnologia do TSE, disse há pouco em coletiva que “a inteligência artificial teve dificuldade de aprender” a processar o grande volume de votos, o que atrasou a totalização.

 

Ao atualizar a explicação para a falha de ontem, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que o ‘supercomputador’ da Oracle foi entregue apenas em agosto, “em boa medida por causa da pandemia”.

 

“Essa demora impediu que nele se realizassem todos os testes prévios, com a reprodução do exato ambiente das eleições”.

 

Em destaque: Luís Roberto Barroso Giuseppe Janino

 

O TSE pagou R$ 26 milhões pelo serviço de “Cloud at Customer Oracle”, em contrato assinado em março sem licitação. O Antagonista apurou que o citado equipamento é constituído de vários blocos de mercado, como um lego, otimizado para rodar o banco Oracle.

 

É feito para suportar falhas em praticamente todos os componentes e seguir trabalhando. Parte por redundância, parte pela inteligência artificial que detecta componentes prestes a falhar e toma medidas para isolá-los.

 

Especialistas em TI garantem que uma falha não deveria causar o que causou, a menos que tenha ocorrido problemas de implementação, decorrentes do tempo curto e sem o devido cuidado. Pela nova explicação de Barroso, parece ter acontecido exatamente isso.

 

Quem conhece do assunto garante que há outras soluções mais inteligentes e econômicas no mercado. E que o grande benefício de um serviço de ‘nuvem’ é poder usar datacenters do Google, da Microsoft ou da Amazon, que possuem capacidade ajustável sob demanda – e sem necessidade de uma máquina física dentro do TSE.

 

Além disso, paga-se pelo uso. Em mês de eleição, usa-se a capacidade máxima; nos demais meses, a mínima. No edital, o TSE informa que optou pela modalidade ‘non-metered’, ou seja, pagando por 100% da capacidade independentemente do uso.

 

Talvez não seja só um problema de inteligência artificial.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
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